Pesquisar para Conhecer
A ciência aplicada à conservação das tartarugas marinhas e do ambiente costeiro
Pesquisa

O Caminho Marinho acredita que o conhecimento compartilhado é o caminho à conservação das tartarugas marinhas sob uma abordagem ecossistêmica, e o desenvolvimento de teses, dissertações e monografias, se torna fundamental à promoção da pesquisa, apontando para o nosso lema PESQUISAR PARA CONHECER.

Neste contexto, Caminho Marinho liderou a tese de doutorado (Oc. Gustavo Martinez-Souza) que estudou os padrões de abundância e ameaças a juvenis de tartaruga-verde (Chelonia mydas) no Uruguai e no Sul de Santa Catarina e apoiou o desenvolvimento da dissertação de mestrado sobre fitoecologia (Biol. Karine Steigleder, sob orientação da PhD Margareth Coppertino) que abordou a diversidade biológica e distribuiução de macroalgas em subtratos consolidados no Sul de Santa Catarina, Norte e Sul do Rio Grande do Sul e Uruguai.

Dentro das atividades no Sul de Santa Catarina, o Biólogo Jefferson Bortolotto liderou a pesquisa que caracterizou a atividade pesqueira artesanal em comunidades de Garopaba, Imbituba e Laguna, promovendo resultados fundamentais na comprovação do compromisso da pesca artesanal no Sul de Santa Catarina à conservação das tartarugas marinhas.

Atualmente, o Caminho Marinho apoia a monografia em Oceanologia (Andrea Zamora) sobre a diversidade genética dos juvenis de tartaruga-verde (Chelonia mydas) agregadas aos molhes da Barra, Rio Grande, RS.

Além das teses, artigos científicos e resumos em eventos científicos são alguns dos produtos de pesquisa do Caminho Marinho.

Pesquisa

Lucas Oliveira¹²; Ricardo C.  Escobar²; Gustavo M. Souza¹²³

¹Projeto Caminho Marinho. CEP 96206-000, Praia do Cassino, Rio Grande,RS, Brasil ²Universidade Federal do Rio Grande – FURG. CP 474, CEP 96.201-900, Rio Grande, RS, Brasil. ³Karumbé, Avda. Gral Rivera 3245, CP 11200, Montevideo, Uruguay

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Palavras-chave: avistagem, captura, sazonalidade

Na desembocadura da Lagoa dos Patos (32°09’38”S e 52°05’54”W), dois quebra-mares protegem da ação das ondas e do assoreamento natural a barra do canal que dá acesso ao ambiente estuarino. Com exceção de Torres no extremo norte gaúcho, os molhes da barra de Rio Grande são as únicas estruturas rochosas de grande dimensão ao longo de toda costa gaúcha e apresentam um papel fundamental na ecologia de diversas espécies, pois essas estruturas oferecem proteção e estrutura para fixação de comunidades, assim como possíveis tocas.

Além da importância ecológica, os molhes também possuem importância econômica, tanto como fonte de recursos pesqueiros artesanais como para o turismo na região, com as tradicionais vagonetas movidas à vela, que levam os visitantes em um passeio ‘mar adentro’ através de trilhos de trem sobre a muralha de pedras. Apesar do conhecimento sobre a importância à biodiversidade marinha, os registros sobre ocorrência de tartarugas marinhas na região são oportunísticos.

Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a ocorrência de tartaruga-verde nos molhes da Barra de Rio Grande durante as estações de outono/inverno. Para avaliar a ocorrência de juvenis de tartaruga-verde, entre Abril e Julho de 2016, foi utilizado o método de captura intencional com redes de emalhe, tecidas com nylon monofilamento, de 50 m de comprimento, 3,2 m de altura e 30 cm de malha (entre nós). De cada indivíduo capturado, registrou-se o Comprimento Curvilíneo de Carapaça (CCC) através de fita métrica flexível (erro = 0,1 cm) e posteriormente foram marcados e liberados. Em 7 dias de esforço de captura, totalizando 8:20 horas de rede na água, foram registradas 8 capturas intencionais e um exemplar capturado incidentalmente pela pesca artesanal local. Dos 7 dias de esforço de captura, em apenas 2 não houveram capturas.

Seguindo as tartarugas

Ano

Capturas

Comprimento Curvilíneo de Carapaça (CCC)